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15. Glossário

Versão 1.1Software: FuelTech Vision 3.0Firmware: 00.03.00.54Produtos: FT700, FT470, VisionFT2026-10-14

Termos, siglas e nomes de tela usados neste guia, no sentido em que o guia os usa.

TermoDefinição
Abertura do bicoFração do ciclo em que o bico fica aberto, no canal Abertura bicos A. Com uma bancada em 100 %, a malha congela.
AFRRelação entre massa de ar e massa de combustível. Na tela, é só outra forma de mostrar o lambda: lambda × AFR estequiométrico do combustível configurado.
Aplicar na VEBotão que escreve o resíduo na VE do mapa aberto e zera o aprendizado inteiro na VCU, sem confirmação. Não envia o mapa à VCU.
Aplicar o LTFT aprendidoChave, desligada de fábrica, que faz o LTFT corrigir o combustível. Desligada, a tabela só observa; deixe-a assim enquanto coleta.
Aprendizado VE (LTFT)Tela do aprendizado, com as páginas Ao vivo, Diagnóstico e Commit na VE. Só funciona com a VCU conectada; no computador, fica no menu Ferramentas.
Assistente de mapa baseO Assistente de mapa passo a passo com a estratégia Eficiência volumétrica (VE): gera uma VE do zero, entre 30 % e 115 %, sem ler o mapa existente. Deixa a linearização zerada.
Atraso de transporteTempo entre o bico injetar e a sonda ver o resultado. A VCU o estima e compara a sonda com o alvo atrasado por esse tempo; o valor está em Malha VE - Atraso estimado.
AutoridadeQuanto a correção pode mexer: Limites da correção rápida (STFT) por MAP para a correção rápida e Autoridade total (STFT + LTFT), 25 % de fábrica, para as duas juntas.
BancadaGrupo de injetores (A, B ou C) com vazão e pressão nominal próprias, sobre a mesma VE. O que a A não entrega até a Abertura de injetor da Bancada A para entrar a próxima bancada passa à seguinte.
Banda mortaErro abaixo do qual a malha não corrige, para não perseguir o ruído da sonda: 0,7 % no padrão (0,007 em Banda morta do erro de lambda).
Bicos saturados (staging)Condição da lista Condições (gates): bico em 100 % do ciclo em alguma bancada, não a passagem de uma bancada para outra. Congela a correção.
BSFCConsumo específico de combustível (lb/hp·h). No modo VE só serve para estimar potência e torque no log.
Calibração (do Sensor MAP)Valor somado em toda a faixa do sensor MAP interno, que muda a conta do ar em todas as células. Não é botão de zerar: deixe em 0.
CélulaCada ponto de uma tabela, numa rotação e numa pressão. Perto da borda de uma célula, a VE usada é a mistura das quatro células vizinhas.
CilindradaVolume total do motor, informado em Volume do motor (cc, CI ou L). A conta usa o volume de um cilindro: cilindrada ÷ Quantidade de cilindros.
Coletor de admissãoDuto que leva o ar até as válvulas de admissão. A pressão e a temperatura do ar nele entram na conta do ar.
Comando bravoComando de válvulas de muito cruzamento. A VE da lenta pode ficar bem abaixo da de carga sem ser erro de mapa.
Combustível baseCombustível que sai do modelo VE, antes dos enriquecimentos. A injeção rápida é dada em % dele.
Commit (Commit na VE)Página que leva o resíduo para a VE do mapa aberto: VE nova = VE atual × (1 + resíduo × Percentual a aplicar), 50 % de fábrica. A Prévia mostra antes o que muda.
Compensação por temperatura do motorO aquecimento: percentual sobre o tempo útil conforme a temperatura do motor, a mesma tabela do modo por tempo. Com a malha ligada, zere-a da temperatura mínima da malha para cima.
Condições (gates)Lista da tela Aprendizado VE (LTFT): verde é livre, vermelho congela ou zera a correção, amarelo só bloqueia o aprendizado.
Confiança mínima (hits)Hits que a célula precisa ter para entrar no Diagnóstico, na Prévia e no Commit: 20 de fábrica, de 1 a 200.
CongelarA correção para de corrigir e mantém só a parcela integral. Se o motor anda uma célula, ela desliza para o valor do novo ponto, com constante de tempo de 1 s.
Constante de transporte do escapeParcela do atraso que informa onde está a sonda, dividida pela vazão de combustível. Padrão 0,020 s·l/min; aumente para sonda longe do coletor.
Conta inversaConversão do mapa por tempo para VE, célula por célula: achar a VE que dá o mesmo combustível que o pulso do mapa por tempo dava.
Corte de combustívelCorte de injeção, corte na desaceleração (Cut-Off de combustível) ou na troca de marcha. Congela a correção, que volta no mínimo 2,0 s depois do fim do corte.
Deadtime dos injetores da bancada ATabela de tempo morto, 8 × 8, em ms: tensão da bateria nas colunas e pressão diferencial nas linhas. O valor usado aparece no canal Deadtime dos injetores A.
DiagnósticoPágina que confere se o erro aprendido é mesmo da VE, com quatro testes: erro global, tempo morto, temperatura de carga e erro só em lenta.
Eficiência volumétrica (VE)Razão entre o ar que entra no cilindro a cada ciclo e o que caberia na cilindrada dele, na pressão absoluta e na temperatura do coletor. Mede só o enchimento; não é índice de carga.
EnriquecimentoPercentual somado ao tempo útil: aquecimento, pós-partida, injeção rápida, marcha e ações externas. Os percentuais se somam, não se multiplicam, e não mexem no alvo de lambda.
Enriquecimento após partidaO pós-partida: percentual por temperatura do motor e tempo desde a partida, até o último tempo da tabela (8 s de fábrica). Durante ele, a malha fica parada.
Enriquecimento de regimePercentual que continua ligado com o motor quente em regime, como aquecimento acima da temperatura mínima da malha ou marcha. A malha o trata como erro e o aprendizado pode gravá-lo.
Erro de lambda (sonda vs alvo)Canal com a diferença relativa entre a sonda e o alvo do mesmo instante, em %. Positivo é mistura mais pobre que o alvo.
Estequiométrico (AFR estequiométrico)AFR da mistura quimicamente correta do combustível em uso; divide a massa de ar na conta. Vem do Combustível: 12,6 em Gasolina comum BR (E27) e 8,4 em Etanol hidratado (bomba).
Estratégia de injeçãoCampo de Características do motor: Baseado em tempo (tabela em ms) ou Baseado em VE (tabela em VE; a VCU calcula os ms). Trocar não converte o mapa.
FailsafeValor que a VCU usa no lugar de um sensor quando a chave Usar sensor está desligada ou o sensor está em falha.
Failsafe do MAPEscolhe o que substitui o MAP com Usar sensor MAP desligado ou com o sensor externo em falha: Tabela de MAP estimado por TPS (padrão) ou Valor fixo.
Fator da VECorreção total que multiplica a VE da tabela: (1 + LTFT aplicado) × (1 + STFT). 1,000 é sem correção; no padrão, fica entre 0,75 e 1,25 (Malha VE - Fator da VE).
Flex FuelFunção que, com o sensor de etanol, faz a VCU usar o estequiométrico da mistura lida, entre gasolina pura (14,7) e etanol anidro (9,0). Com ela ativa, trabalhe em lambda.
Flex IOPino da FT470 que funciona como entrada ou como saída, nunca os dois. São 20: 8 azuis (saídas de injeção), 8 cinzas (ignição) e 4 amarelos.
Fração de tempo mortoParte do pulso que é tempo morto: Deadtime dos injetores A ÷ Tempo de injeção A. Acima de 35 %, como ponto de partida, não corrija a VE pela sonda.
FuelTech VisionPrograma de computador em que se edita o mapa e se grava na VCU; também abre o log e a tela do aprendizado.
GradeConjunto de pontos dos eixos de uma tabela. Recomendado: até 16 × 16 na VE, por causa do aprendizado, e 10 × 10 no alvo, com eixos de passo igual.
HitUma transferência contada numa célula. Mede a confiança da célula: conta transferências, não passagens do motor por ela.
IAT e PWSiglas da página Diagnóstico: IAT é a temperatura do ar admitido; PW é o tempo de injeção.
Injeção direta (DI)Injetor no cilindro, alimentado por trilho de alta pressão. No VE, a pressão do trilho entra pela Compensação pelo desvio da pressão diferencial, no modo Pressão de Combustível DI 1 ou DI 2.
Injeção rápida e de decaimentoCombustível antecipado em % do combustível base pela velocidade do TPS ou do Pedal: positivo quando o acelerador abre, negativo (decaimento) quando fecha. Nasce desligada; no padrão, qualquer disparo congela a correção rápida e para o aprendizado.
Injetor (bico)Válvula que injeta o combustível; o guia usa os dois nomes. A VCU comanda quanto tempo ele fica aberto.
InterpolaçãoValor entre os pontos da tabela, em linha reta, a partir das quatro células vizinhas. Fora da tabela não há extrapolação: a VCU repete o valor da borda.
LambdaMedida da mistura em relação à estequiométrica: 1 é estequiométrica, abaixo de 1 é rica, acima de 1 é pobre. A VCU guarda e usa o alvo sempre em lambda.
Largada, anti-lag (ALS) e pit limitLargada: 2-step, 3-step e burnout. Anti-lag: mantém a pressão do turbo com o acelerador fechado. Pit limit: limita a velocidade nos boxes. No modo VE, enquanto atuam, a malha congela (estado Arrancada / ALS / pit limit).
Lei dos gases ideaisRelação que dá quanto ar cabe num cilindro: pressão absoluta × volume ÷ (constante do ar × temperatura em kelvin). A constante do ar é 0,0028705 bar·L/(g·K).
LinearizaçãoCorreção em ms para pulso curto, em que o bico não entrega combustível em proporção ao tempo. Tabela por bancada, com uma linha por cilindro (Linearização dos injetores da bancada A), que começa zerada.
LTFTSigla do Aprendizado de longo prazo (LTFT): tabela de até 16 × 16 na memória da VCU, fora do mapa, que guarda por célula a parte estável da correção rápida.
Malha fechada (Malha fechada de combustível (VE))Correção do combustível pela sonda: compara a sonda com o alvo de lambda e corrige a VE usada por um fator, sem mudar a tabela. Vem desligada no mapa novo.
Malha VE - EstadoCanal com o número do estado da malha; a tela Aprendizado VE (LTFT) mostra o mesmo estado em texto. Aparece só o de maior prioridade.
MAPPressão no coletor de admissão e o sensor que a mede. Na tela aparece em pressão relativa; é o eixo de carga das tabelas do VE.
MAP estimado por TPSTabela da pressão do coletor esperada, em bar relativo, por rotação e posição da borboleta. O padrão de fábrica nunca passa de 0 bar: é de motor aspirado.
Mapa alvo de lambda por MAPTabela do lambda que você pede em cada rotação e pressão do coletor, com eixos próprios. Os enriquecimentos não deslocam esse alvo; só o flex o desloca.
Mapa principal de VE por MAPA tabela de VE: enchimento do motor em %, de 0 a 300 %, por rotação e MAP, até 32 × 32. Uma só para o motor inteiro.
Modo da bancada AMultiponto, Semissequencial (padrão) ou Sequencial. Em Multiponto, num motor a pistão, a bancada dispara duas vezes por ciclo: metade do tempo útil e o tempo morto inteiro em cada pulso.
Modo de injeção na partida da bancada ATabela de injeção de partida: o giro usa a tabela Partida do motor, em ms. Tabela principal de injeção: o giro sai do modelo VE, com aquecimento, pós-partida e tempo morto.
Parcela integralParte da correção que acumula o erro e carrega a correção que fica. No padrão, o tempo integral é 3 vezes o atraso estimado (Constante de tempo integral (x atraso)).
Pressão absolutaPressão contada a partir do vácuo total, usada na conta do ar. Sem barômetro, a VCU chega a ela somando 1,01325 bar fixos ao MAP da tela.
Pressão diferencialPressão de combustível na linha menos a pressão no coletor. A vazão do bico cresce com a raiz dela; ela corrige o tempo útil e escolhe a linha do tempo morto.
Pressão nominal dos injetores da bancada APressão em que a vazão nominal vale; as duas formam um par. Declare o par na pressão diferencial de trabalho: a pressão nominal também é o centro da janela do aprendizado.
Pressão relativaPressão em relação à atmosfera: negativo é vácuo, positivo é pressão de turbo. É como o MAP aparece na tela e nos eixos das tabelas do VE, inclusive em kPa.
Pro-NitroFunção de nitro da VCU que soma combustível em milissegundos por bancada e por cilindro. No modo VE esse combustível não é aplicado e a mistura empobrece com o nitro acionado.
PulsoTempo total de comando do bico: tempo útil × (1 + enriquecimentos + ajuste do cilindro), mais linearização e tempo morto.
Punta-tacoAceleração rápida ao reduzir a marcha, para igualar a rotação. Com borboleta eletrônica comandada pela VCU, a fonte Pedal da injeção rápida não a vê.
RegimePedal e MAP parados, dentro dos limites de transiente (5 % de TPS e 0,05 bar de MAP, no padrão); a rotação pode subir, como numa passada a fundo. Só em regime a malha corrige e aprende, e só trecho em regime, depois do atraso da sonda, serve para ler a VE no log.
Regulador referenciado ao coletorRegulador de pressão de combustível que acompanha o MAP e mantém a pressão diferencial quase constante. Sem sensor de pressão, a conta só fica certa com ele; linha com pressão fixa pede o sensor.
ResíduoLTFT menos os componentes que o Diagnóstico explicou, com Remover do resíduo os componentes explicados ligado. É o que o Commit leva para a VE.
Roda fônicaRoda dentada cujo sensor informa a rotação à VCU. A conta do combustível é refeita a cada volta dela.
Slot seqContador no rodapé da tela Aprendizado VE (LTFT) que sobe a cada gravação do aprendizado na memória da VCU.
SobreposiçãoRecurso do gráfico de log (botão Overlay) que marca na tabela de VE a rotação e o MAP do instante do cursor.
Somente enriquecer acima da pressão definidaChave, desligada de fábrica, que acima da pressão definida (0,30 bar relativo no padrão) zera o limite inferior da correção rápida: ela só pode pôr combustível.
Sonda lambda banda largaSensor no escape que mede o lambda da mistura queimada. Cada sonda precisa de um condicionador, o circuito que a lê: a FT700 tem 2 internos e a FT470, 1; as outras sondas entram por entrada analógica ou CAN.
Sonda Malha Fechada / VEA lambda que a malha lê: média das sondas marcadas em Seleção de sondas para o valor geral, com leituras válidas de 0,2 para cima.
Speed-densityNome em inglês do cálculo por VE: o combustível sai da massa de ar calculada pela pressão e pela temperatura do coletor e pela cilindrada.
STFTSigla da Correção rápida (STFT) da malha: corrige o erro da sonda agora, um valor só para o ponto do motor, e vai a zero com o motor parado. No log: Malha VE - STFT.
STFT saturado (VE provavelmente errada)Estado com a correção rápida no limite por mais de 30 s: o erro é maior que o limite e o aprendizado para. Corrija a região à mão, pelo log.
Tempo mortoAtraso do bico para abrir e fechar. No modo VE, o valor completo da tabela é somado a cada pulso, conforme a tensão da bateria e a pressão diferencial.
Tempo morto de referênciaTempo morto embutido no pulso da tabela do modo por tempo (Deadtime de referência dos injetores da bancada A). Não existe no modo VE; desconte-o na conta inversa.
Tempo útilTempo em que o bico injeta de fato, já descontado o tempo morto. No log, já com os enriquecimentos: Tempo de injeção A menos Deadtime dos injetores A.
TPSPosição da borboleta, em %, e o sensor que a mede. É o eixo da tabela MAP estimado por TPS e uma das fontes da injeção rápida.
TransferênciaPassagem de uma fração da correção rápida para o LTFT, quando ela fica em 1,5 % ou mais por 4 s seguidos na mesma célula ativa, a mais próxima do ponto do motor.
TransienteMudança rápida de carga: TPS variando mais de 5 % ou MAP mais de 0,05 bar, nos padrões. Congela a correção rápida e bloqueia o aprendizado.
Usar sensorChaves da aba Sensores e failsafe: ligada, a conta lê o sensor; desligada, usa o failsafe. Vêm ligadas: sem sensor de temperatura do ar ou de pressão de combustível, desligue a chave dele.
Vazão nominal de cada injetor da bancada AVazão de um injetor, não da bancada, na pressão nominal. A VCU usa a vazão em massa; em cc/min, o FuelTech Vision converte pela densidade do combustível escolhido.
VCUA central eletrônica que roda o mapa e comanda a injeção: FT700 ou FT470 neste guia.
VE efetivaVE usada na conta: VE da tabela × fator da VE. No log: VE - Eficiência efetiva %.
VE necessáriaVE que faria o modelo bater com o motor no instante: VE efetiva × sonda ÷ alvo × (1 + enriquecimento ÷ 100). Monte-a como canal calculado no visualizador do log.
Zerar LTFTBotão que zera valores, hits e temperaturas de todas as células e copia os eixos da VE que está na VCU. Use depois de enviar o mapa novo.