7. Do mapa por tempo de injeção para o VE
Este capítulo leva um mapa que funciona por tempo de injeção para o modo VE sem perder o acerto que ele já tem. O FuelTech Vision não converte o mapa sozinho: a conversão é uma conta por célula, que você faz com os números do seu motor e pode conferir de volta.
Se o motor ainda não tem mapa, comece pelo assistente de mapa base, descrito adiante, e pule a conta inversa.
#O que acontece quando você troca a estratégia
Trocar a Estratégia de injeção para Baseado em VE não calcula nem copia nenhuma tabela. Muda o que aparece na tela e quais tabelas a VCU usa.
O Mapa principal de VE por MAP e o Mapa alvo de lambda por MAP ficam com o que já estava gravado no arquivo.
Num mapa que nunca rodou em VE, isso é o padrão de fábrica: uma VE genérica, de 20,8 % a 104,1 %, e um alvo de lambda genérico, igual em todas as rotações. Nenhum dos dois tem relação com o seu motor: sem a conversão, o motor roda com uma VE que não é a dele.
As tabelas por tempo continuam no arquivo, só escondidas. A malha fechada e a injeção rápida do modo por tempo são desligadas no envio, mas guardam os valores para quando você voltar para Baseado em tempo.
Mesmo assim, salve uma cópia do mapa por tempo com outro nome antes de trocar: é dela que você vai ler os números da conta.
#O que continua igual e o que deixa de agir
Continuam iguais nos dois modos, com a mesma tabela: aquecimento, pós-partida, compensação por marcha, compensação por bancada, ajustes individuais por cilindro e a tabela de tempo morto dos injetores. Com a malha fechada de VE ligada, porém, o aquecimento acima da temperatura mínima da malha e a compensação por marcha passam a ser descontados como erro: veja Enriquecimentos e compensações no modo VE.
Várias funções do modo por tempo não agem no VE, entre elas o Ajuste rápido do mapa principal, a Compensação por temperatura do ar e as compensações por TPS, MAP e rotação; com Flex Fuel, a compensação de ignição pelo teor de etanol também não age. A lista completa está em Enriquecimentos e compensações no modo VE.
Se o mapa antigo dependia de alguma delas para acertar a mistura em regime, esse efeito tem de entrar na VE convertida ou no alvo de lambda.
Duas funções do VE nascem desligadas: a Injeção rápida e de decaimento do modo VE e a Malha fechada de combustível (VE).
A injeção rápida do VE é outra função, em percentual do combustível, e não herda o acerto de aceleração do modo por tempo.
Trocar a estratégia não mexe nas saídas. O FuelTech Vision só reatribui saídas sozinho quando muda o tipo de motor ou o número de cilindros (ou de rotores).
#O assistente de mapa base
O Assistente de mapa passo a passo, com a estratégia Eficiência volumétrica (VE), gera uma VE do zero. Ele não lê o mapa por tempo que você já tem.
A VE nasce da cilindrada, do número de cilindros, da rotação de torque máximo, da rotação de corte, da Aspiração, do Perfil do motor e, com Turbo ou Supercharger, da Pressão de turbo máx. (bar). O combustível escolhido não entra na VE gerada.
O resultado fica sempre entre 30 % e 115 %. O pico gerado fica em cerca de 85 a 90 % num motor Aspirado com Perfil do motor em Original / Rua, e chega a cerca de 102 a 108 % com Supercharger e Perfil do motor em Competição.
O assistente deixa a Linearização dos injetores da bancada A zerada, mesmo com o bico escolhido da lista. Com bico grande, preencha-a antes de acertar a lenta, como em Antes de começar: motor, combustível, injetores e sensores.
A opção Baseado por tempo (ms) do assistente faz o caminho inverso, de VE para tempo, e também não lê a tabela existente.
Use o assistente para um motor sem mapa. Num motor que já anda bem por tempo, a conversão preserva um acerto que o assistente não conhece.
#Mapa importado da linha PowerFT
O mapa importado chega como um mapa novo, em Baseado em tempo. Não existe importação direta para VE.
A vazão de cada bico vem da vazão total do mapa antigo dividida pelo número de cilindros.
Depois de importar, confira a Pressão nominal dos injetores da bancada A: a importação não traz esse valor, e o campo fica no padrão de 3 bar.
O caminho é importar, conferir o mapa por tempo no motor e só então converter pela conta deste capítulo.
#A conta inversa
No modo VE, a VCU calcula a massa de ar de cada ciclo e, a partir dela, o combustível (veja Como a VCU calcula o combustível no modo VE). Converter é fazer essa conta ao contrário: para cada célula, achar a VE que dá o mesmo combustível que o pulso do mapa por tempo dava.
Dois detalhes do modo por tempo decidem se a conta acerta.
O valor da tabela por tempo é o pulso total, com o tempo morto de referência já embutido. A parte que injeta combustível é o valor da tabela menos o Deadtime de referência dos injetores da bancada A.
Esse campo só aparece no modo por tempo, na tela Configuração dos injetores. Anote o valor de cada bancada antes de trocar a estratégia.
Com o Modo da bancada A em Multiponto e motor a pistão, o bico abre duas vezes por ciclo, cada vez com o valor cheio da tabela. Na conta, use o dobro do tempo útil.
Em Semissequencial e Sequencial, o bico abre uma vez por ciclo e não há dobro.
tempo útil (ms) = valor da tabela − tempo morto de referência (× 2 em Multiponto)
combustível (mg) = tempo útil × vazão do bico (mg/ms)
ar a 100 % (mg) = 1000 × (MAP + 1,01325) × V ÷ (0,0028705 × (T + 273,15))
VE (%) = 100 × combustível × AFR × λ ÷ ar a 100 %
- MAP: a pressão da linha da célula, em bar relativo, como a tela mostra. A VCU soma 1,01325 bar fixo, sem barômetro, e usa o resultado como pressão absoluta; a conta faz o mesmo.
- V: cilindrada dividida pelo número de cilindros, em litros. O número 0,0028705 é a constante do ar em bar, litro, grama e kelvin.
- T: temperatura do ar em que o mapa foi acertado, em °C. Sem sensor de temperatura do ar, use o Failsafe da temperatura do ar, que é o valor que a VCU vai usar.
- AFR: o estequiométrico que a VCU vai usar no VE: o do combustível configurado no mapa ou, com o Flex Fuel ativo, o da mistura no teor de etanol do acerto (fórmula em Antes de começar: motor, combustível, injetores e sensores). Lambda: o que o motor recebia naquela célula.
- Vazão em mg/ms = vazão em lb/h × 0,126, na pressão nominal do bico.
- Se a pressão diferencial que a VCU vai usar na célula for diferente da pressão nominal, multiplique a vazão por √(pressão diferencial ÷ pressão nominal). A VCU nunca usa menos que metade da nominal.
Se a conta e o mapa usam os mesmos números de bico, cilindrada e combustível, e o alvo de lambda recebe o mesmo lambda da conta, o motor recebe no VE o mesmo pulso que recebia por tempo, na temperatura do ar e na pressão de combustível do acerto.
Fora dessas condições, o VE passa a corrigir pela física. Num dia 20 °C mais frio que o do acerto, o VE dá cerca de 7 % mais combustível; o mapa por tempo, com a compensação padrão, dava cerca de 1 %.
Um bico declarado um pouco diferente do real não muda o pulso, se o mesmo número vai na conta e no mapa. Ele só tira o sentido físico da VE e atrapalha quando você trocar de bico depois.
Já um AFR na conta diferente do configurado no mapa muda o pulso em todas as células: 9,0 na conta e 8,4 no mapa dão 7,1 % a mais de combustível.
#Pela tabela ou pelo log
A conta pode partir da tabela do mapa por tempo ou de um log feito com ele. O log é melhor: a tabela repete o mapa antigo, com os erros dele. O log mostra o pulso que de fato saiu, e a sonda mostra a mistura que de fato deu.
Pelo log, o tempo útil é Tempo de injeção A menos Deadtime dos injetores A, e o lambda é o da Sonda Malha Fechada / VE, a média das sondas que a malha de VE vai ler. Use o MAP e a Temperatura do ar - admissão do mesmo instante.
Escolha trechos em regime, com o pedal e o MAP parados e com o motor quente: no modo por tempo, o Tempo de injeção A já inclui todas as correções e a injeção rápida. Em Multiponto, use o dobro também aqui.
#Receita passo a passo
- Salve uma cópia do mapa por tempo. Ainda no modo por tempo, anote de cada bancada o tempo morto de referência, a vazão, a pressão nominal e o modo da bancada.
- Anote também o que estava ativo no acerto: Ajuste rápido do mapa principal, Compensação por temperatura do ar, Compensação pelo desvio da pressão diferencial com a referência dela, e a temperatura do ar do acerto. Com Flex Fuel, anote o teor de etanol do acerto e as tabelas Compensação de Injeção (MAP), Compensação de Injeção (TPS) e Compensação do alvo de malha fechada (TPS): no VE elas não agem, e o efeito delas tem de entrar na VE ou no alvo.
- Troque a Estratégia de injeção para Baseado em VE e configure combustível, injetores e sensores do VE. Os números que vão no mapa são os mesmos da conta.
- Defina a grade da VE e do alvo, como em Grade e reamostragem, logo adiante.
- Para cada célula, calcule o tempo útil. Multiplique pelo ajuste rápido (1 + percentual ÷ 100), pela compensação por temperatura do ar na temperatura do acerto, também como (1 + percentual ÷ 100), se estava ligada, e por 2 em Multiponto.
- Se o mapa por tempo era só por pressão, com compensação por rotação, faça a conta rotação a rotação, com a compensação de cada rotação.
- Calcule a VE com o lambda que o mapa realmente entregava e escreva o mesmo lambda no Mapa alvo de lambda por MAP.
- Preencha as células fora do mapa antigo, confira a forma da tabela, envie o mapa e siga Antes da primeira partida.
Na tabela padrão da Compensação por temperatura do ar, o valor a 40 °C é +2,0 %.
#Exemplo conferido
Motor 2,0 L de 4 cilindros, turbo, etanol hidratado (AFR 8,4), bicos de 80 lb/h a 3 bar e regulador referenciado ao coletor com 3 bar de pressão diferencial.
Injeção Sequencial, tempo morto de referência de 1,00 ms, mapa acertado com o ar a 40 °C, sem ajuste rápido e sem compensação por temperatura do ar.
Célula de 4000 rpm e +1,00 bar, com 15,00 ms na tabela e lambda 0,80:
tempo útil = 15,00 − 1,00 = 14,00 ms
vazão = 80 × 0,126 = 10,08 mg/ms
combustível = 14,00 × 10,08 = 141,1 mg
ar a 100 % = 1000 × 2,01325 × 0,5 ÷ (0,0028705 × 313,15) = 1119,8 mg
VE = 100 × 141,1 × 8,4 × 0,80 ÷ 1119,8 = 84,7 %

A mesma conta nas outras células do mesmo motor:
| Célula | Tabela (tempo útil) | Lambda | VE |
|---|---|---|---|
| 900 rpm, −0,65 bar | 2,10 ms (1,10 ms) | 1,00 | 46,1 % |
| 2500 rpm, −0,40 bar | 3,40 ms (2,40 ms) | 1,00 | 59,6 % |
| 4000 rpm, +1,00 bar | 15,00 ms (14,00 ms) | 0,80 | 84,7 % |
Com essas VEs, a equação da VCU devolve 1,10, 2,40 e 14,00 ms de tempo útil, com diferença abaixo de 0,01 ms. A conversão não mudou o combustível.
Declarar 72 lb/h em vez de 80, na conta e no mapa, baixa a VE da última célula para 76,2 % e mantém os 14,00 ms.
#O tempo morto de referência pesa mais na lenta
Errar o tempo morto de referência em 0,20 ms, usando 0,80 no lugar de 1,00, muda a VE do exemplo em +18,2 % na lenta, +8,3 % no cruzeiro e +1,4 % na carga.
O erro é fixo em milissegundos. No pulso curto ele é grande em proporção; no pulso longo, quase some.

Esquecer o dobro do Multiponto deixa a VE pela metade.
#Cuidados
#Grade e reamostragem
A grade da VE não precisa ser a do mapa por tempo: a recomendada, 16 × 16 na VE e 10 × 10 no alvo, com eixos de passo igual, está em As tabelas: VE, alvo de lambda, eixos e grades. Se você reamostrar, confira de novo a forma da tabela na grade final.
#Células que o motor nunca visitou
A VCU não extrapola: fora do eixo, vale a célula da borda. No VE, mesmo com a VE presa na borda, o combustível continua subindo com a pressão do coletor.
Não calcule a VE de célula que fica fora dos eixos do mapa antigo. A tabela por tempo devolve o pulso da borda sobre mais ar, e a conta inventa uma VE que cai com a pressão: mistura pobre.
Deixe essas células iguais à vizinha ou mais ricas, nunca mais pobres, e trate-as como provisórias até o log passar por elas.
#Pressão: relativa no eixo, absoluta na conta
O eixo de pressão da VE e do alvo é pressão relativa em bar, como o MAP aparece na tela; mapa com eixo em kPa absoluto se converte como em As tabelas: VE, alvo de lambda, eixos e grades.
Um mapa por tempo montado por TPS, comum em corpos de borboleta individuais, não se converte célula a célula: a VE é sempre por rotação e MAP. Use o log para saber em que MAP o motor roda em cada abertura.
#Pressão de combustível e regulador
A conta precisa da mesma pressão diferencial que a VCU vai usar no VE. Configure o sensor de pressão antes de converter, em Configurações do Motor > Injeção, aba Sensores e failsafe, que só aparece com Baseado em VE.
Sem sensor e com regulador referenciado ao coletor, desligue Usar sensor de pressão de combustível, que vem ligada de fábrica, e ponha a pressão do regulador em Failsafe da pressão de combustível.
Regulador sem referência ao coletor pede o sensor de pressão instalado. O porquê está em Antes de começar: motor, combustível, injetores e sensores.
Em motor de injeção direta, siga a receita de injeção direta daquele capítulo e mantenha no VE a mesma Compensação pelo desvio da pressão diferencial e a mesma referência do mapa antigo. Assim, na conta pela tabela, a pressão do trilho sai da conta. Pelo log não sai: o Tempo de injeção A já vem multiplicado por essa compensação. Divida o tempo útil pelo fator de injeção direta daquele capítulo, ou faça a conta pela tabela, que neste caso é a mais simples.
#Bancadas
O VE tem uma só tabela para o motor inteiro. A VCU reparte o combustível nas bancadas na ordem A, B e C, e a primária tem de ser a A.
Na conta, use a soma do combustível das bancadas que injetavam naquela célula.
Abertura de injetor da Bancada A para entrar a próxima bancada é o teto de abertura da A antes de a B entrar, com padrão de 100 %. Ajuste-o para a B entrar perto de onde entrava no mapa antigo e confira no log.
#Tempo morto e linearização
A tabela de tempo morto é a mesma nos dois modos e continua valendo. No VE, o tempo morto é somado a cada pulso, por cima do tempo útil calculado.
A Linearização dos injetores da bancada A é lida de forma diferente: no modo por tempo, pelo tempo total do pulso; no VE, pelo tempo útil, que é o eixo Tempo útil de injeção da tela.
Depois da conversão, uma linearização acertada no modo por tempo fica deslocada no eixo pelo valor do tempo morto. O efeito aparece nos pulsos curtos: confira a lenta e a carga leve no log.
#Saídas e teste de sanidade
Na conversão, não mude o tipo de motor nem o número de cilindros, porque é isso que dispara a reatribuição automática de saídas. Se mudou, confira o diagrama de saídas antes da partida.
Se a VE convertida passa de cerca de 115 % no ponto de melhor enchimento, confira a vazão declarada, a pressão de combustível e o sensor de temperatura do ar antes de rodar. Não é um teto, é um alarme: veja Método de acerto passo a passo.
#Antes da primeira partida
Mapa novo e mapa convertido trazem valores de fábrica que mudam o combustível. Confira cada linha antes da partida; o detalhe está no capítulo citado ou neste.
| Item | De fábrica | Confira |
|---|---|---|
| Estratégia de injeção, VE e alvo | Baseado em tempo; VE e alvo genéricos, sem aviso de que não foram convertidos | Baseado em VE, com a VE e o alvo convertidos |
| Volume do motor e Quantidade de cilindros | 0 e 8; com volume 0 a bancada não injeta pelo VE | os do motor |
| Combustível | Gasolina pura (E0); em Customizado, o AFR pode aparecer com 1,00 | o do tanque, igual ao da conta; em Customizado, o AFR do seu combustível |
| Vazão nominal de cada injetor da bancada A | 230 lb/h | a de um injetor, igual à da conta |
| Pressão nominal dos injetores da bancada A | 3,00 bar | a pressão diferencial de trabalho, em par com a vazão (Antes de começar: motor, combustível, injetores e sensores) |
| Tempo morto e linearização | injetor genérico, 1,000 ms a 12 V e 3 bar; linearização zerada | os dados do seu injetor, iguais aos da conta |
| Modo da bancada A | Semissequencial | o do motor; em Multiponto, o dobro aplicado na conta |
| Usar sensor de pressão de combustível | ligada | desligada se o carro não tem o sensor; envie o mapa depois de mudar |
| Failsafe do MAP | tabela que não passa de 0 bar | em motor turbo, nunca rode sem leitura de MAP; mangueira e tomada do MAP conferidas (Antes de começar: motor, combustível, injetores e sensores) |
| Injeção rápida e de decaimento do modo VE | desligada | ligada e acertada antes de andar (Enriquecimentos e compensações no modo VE) |
| Malha fechada de combustível (VE) | desligada | ligada na primeira rodagem, com Aplicar o LTFT aprendido desligado |
| Compensação por temperatura do motor e Compensação por marcha | +7 % a 70 °C e +10 % de 120 °C para cima; a por marcha nasce desligada | zeradas na faixa em que a malha age (Enriquecimentos e compensações no modo VE) |
| Somente enriquecer acima da pressão definida | desligada | em motor turbo, decidida antes da primeira puxada (Malha fechada de VE) |
| Modo de injeção na partida da bancada A | Tabela de injeção de partida, que não compensa bateria fraca | sua escolha (veja Partida no modo VE); em Tabela principal de injeção, as colunas de rotação baixa da VE não mais pobres que as de rotação mais alta |
| Canais do VE no log | FT470: nenhum habilitado no mapa novo, log a 50 Hz | habilitados como em Lendo o log: os canais do VE; na FT470, Taxa de amostragem em 100 Hz |
- Efeitos das funções do modo por tempo que não agem no VE trazidos para a VE ou para o alvo; em carro flex, a tabela de ignição revista, porque no VE o ponto não recebe correção pelo teor de etanol; com nitro, o aviso de O que não roda no modo VE.
- Saídas conferidas, se o tipo de motor ou o número de cilindros mudou.
- Mapa enviado à VCU e, só depois, Zerar LTFT na tela Aprendizado VE (LTFT), com o FuelTech Vision conectado e o motor desligado.
#Mapa de versão anterior ou firmware novo
- Constante de transporte do escape: mapa de VE feito em versão anterior do FuelTech Vision pode trazer 1,5; use um valor da ordem de 0,020 (veja Malha fechada de VE).
- Escala do canal VE - Eficiência %: em mapa novo vai de 0 a 179 %; em mapa de versão anterior, confira o Máximo (veja Lendo o log: os canais do VE).
- Depois de atualizar o firmware, confira o indicador Memória na tela Aprendizado VE (LTFT) antes de contar com o aprendizado antigo.
#A primeira rodagem
A ajuda da tela Aprendizado VE (LTFT) traz um fluxo recomendado. O roteiro abaixo segue esse fluxo para um mapa recém-convertido.
Termos do roteiro: a STFT é a correção rápida, que segue a sonda; o LTFT é o aprendizado guardado por célula na VCU; o Diagnóstico confere se o erro aprendido é mesmo da VE, e o Commit na VE leva o LTFT para a tabela de VE quando você manda (veja Malha fechada de VE e Autoaprendizado: VE learning (LTFT)).
- Antes da partida, com o mapa convertido na VCU, o FuelTech Vision conectado e o motor desligado, confira se a pressão nominal do bico bate com a do regulador e aperte Zerar LTFT.
- Dê a partida e aqueça sem contar com a malha. No padrão, ela só corrige com o motor a 70 °C ou mais e 15 s depois do fim do pós-partida.
- Com o motor quente e antes de ligar a malha, confira VE - Enriquecimento total perto de zero: a Compensação por temperatura do motor da Temperatura mínima do motor da malha para cima e a Compensação por marcha precisam estar zeradas (veja Enriquecimentos e compensações no modo VE).
- Em motor turbo, decida sobre Somente enriquecer acima da pressão definida antes da primeira puxada (veja Malha fechada de VE). No padrão, o aprendizado não grava de 1,0 bar para cima: corrija essa região pelo log.
- Ligue a Malha fechada de combustível (VE) com a autoridade padrão e deixe Aplicar o LTFT aprendido desligado.
- Nos primeiros minutos em regime, olhe Malha VE - STFT. Se ela encostar no limite, ou se aparecer STFT saturado há muito tempo, a mistura está mais longe do alvo do que a correção rápida alcança, e a STFT presa no limite não mostra o tamanho do erro.
- Nesse caso, corrija a VE pelo log, grave uma versão nova, envie, zere o LTFT e volte ao passo 6.
- Se a diferença é a mesma em toda a faixa, o erro não é de VE: confira bico, pressão e combustível.
- Com a malha dentro do limite, rode em regime em cada faixa de uso e siga a coleta, o Diagnóstico e o primeiro Commit na VE como em Autoaprendizado: VE learning (LTFT).
- Só ligue Aplicar o LTFT aprendido quando a tabela aprendida estiver pequena em toda a área de uso.
O aprendizado fica na VCU, não no mapa, e não some quando você grava um mapa novo. Por isso o zero vem no passo 1, depois do envio: ele também copia os eixos da VE nova.
Com Aplicar o LTFT aprendido desligado, quem mexe no combustível é só a correção rápida, limitada pela tabela Limites da correção rápida (STFT) por MAP: no padrão, até 10 % em vácuo, 8 % na coluna de 0 bar, 5 % na de 0,5 bar e, de 1,0 bar para cima, 5 % para mais e 3 % para menos. É a régua da primeira rodagem.
#O que olhar no log
| Canal | O que conferir na primeira rodagem |
|---|---|
| Sonda Malha Fechada / VE e VE - Alvo de sonda (O2) | O alvo tem de ser o que você escreveu na conversão, não o de fábrica. |
| Erro de lambda (sonda vs alvo) | Positivo é mais pobre que o alvo. Só vale com enriquecimento total perto de zero. |
| VE - Enriquecimento total | Perto de zero com o motor quente em regime. Com +20 %, o erro de lambda aparece em −16,7 % mesmo com a VE certa. |
| VE - Eficiência % e VE - Eficiência efetiva % | A VE da tabela e a VE com a correção da malha. Pode passar de 100 %: a tabela aceita até 300 %. |
| Malha VE - STFT | Longe do limite. No limite logo nos primeiros minutos: erro maior do que a correção rápida alcança (passos 6 e 7 da primeira rodagem). |
| Pressão de combustível diferencial | Com regulador referenciado ao coletor, perto da pressão base em toda a faixa. Se cai junto com o turbo, confira a configuração do sensor de pressão. |
| Tempo de injeção A e Deadtime dos injetores A | A parte do pulso que é tempo morto mostra onde o pulso é curto e o tempo morto pesa. |
| Abertura bicos A | Abaixo de 100 %. Com uma bancada em 100 %, a malha congela. |
| Temperatura do ar - admissão | A VE convertida passa a compensar a temperatura do ar pela física. |
Num mapa recém-convertido, erro igual em toda a tabela aponta para vazão do bico, pressão ou combustível; erro que cresce quando o pulso encurta aponta para o tempo morto, e aí confira primeiro o tempo morto de referência usado na conta. Essas e as outras assinaturas estão em Diagnóstico: sintomas e causas.
Como transformar o erro de cada célula em correção da VE está em Método de acerto passo a passo.