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6. As tabelas: VE, alvo de lambda, eixos e grades

Versão 1.1Software: FuelTech Vision 3.0Firmware: 00.03.00.54Produtos: FT700, FT470, VisionFT2026-10-14

No modo VE, a VCU lê três tabelas: a de eficiência volumétrica, a do alvo de lambda e, quando falta a leitura de pressão do coletor e o failsafe do MAP está em tabela (o padrão), a do MAP estimado. A conta que transforma esses valores em tempo de injeção está em Como a VCU calcula o combustível no modo VE.

#Onde ficam as tabelas

As três ficam no menu Mapas de Injeção e abrem no mesmo editor de tabela.

TelaO que guardaEixosTamanho máximo
Mapa principal de VE por MAPEficiência volumétrica, em %Rotação × pressão do coletor32 × 32
Mapa alvo de lambda por MAPO lambda que você pedeRotação × pressão do coletor32 × 32
MAP estimado por TPSPressão do coletor estimada, em barRotação × posição da borboleta (%)16 × 16

As duas primeiras só aparecem com Estratégia de injeção em Baseado em VE (Configurações do Motor > Características do motor); a terceira, só no modo VE e com Failsafe do MAP em Tabela de MAP estimado por TPS.

As tabelas do modo por tempo de injeção continuam guardadas no arquivo. O que acontece ao trocar de estratégia está em Do mapa por tempo de injeção para o VE.

#A tabela de VE

A tabela Mapa principal de VE por MAP guarda a eficiência volumétrica do motor, em %, para cada ponto de rotação e pressão do coletor. Na tela, a rotação fica nas colunas e a pressão nas linhas; Trocar eixos, no menu do botão direito sobre a tabela, inverte essa disposição só na exibição, e a escolha fica salva no mapa.

Mapa principal de VE por MAP, em recorte: rotação nas colunas e MAP nas linhas. A cruz magenta é o ponto de operação ao vivo. Valores de um mapa de exemplo, não os de fábrica.
Mapa principal de VE por MAP, em recorte: rotação nas colunas e MAP nas linhas. A cruz magenta é o ponto de operação ao vivo. Valores de um mapa de exemplo, não os de fábrica.

Existe uma só tabela de VE para o motor inteiro. As bancadas A, B e C usam a mesma VE; o que muda de uma bancada para outra é o bico.

Não há segunda tabela por combustível nem seletor de tabela. O flex troca as propriedades do combustível, não a tabela: veja Antes de começar: motor, combustível, injetores e sensores.

ItemValor
Faixa de cada célula0 a 300 %, com uma casa decimal (a tecla + sobe 0,5 %)
Eixo de rotação0 a 16000 rpm
Eixo de pressão−1,00 a +20,00 bar, relativo
Tamanhoaté 32 linhas x 32 colunas
Padrão de fábrica22 rotações (0 a 8500 rpm) x 28 pressões (−1,0 a +3,4 bar)

O padrão de fábrica é uma tabela genérica: vai de 20,8 % (0 rpm, −1,0 bar) a 104,1 % (5000 rpm, de +1,0 bar para cima) e fica plana acima de +1,0 bar em cada rotação.

Ela não foi feita para o seu motor: como chegar à VE do seu motor está em Do mapa por tempo de injeção para o VE.

O eixo de carga do VE é sempre a pressão do coletor. O campo Mapa principal, em Características do motor, não muda isso; mesmo assim, deixe-o em Pressão no modo VE, exceto em borboletas individuais quando você quiser a ignição pela borboleta (veja O que torna o VE avançado, e os limites). Em TPS, a Sobreposição do log (botão Overlay do gráfico) mostra uma tabela de VE por borboleta que a VCU não usa, com o cursor na posição da borboleta (veja Lendo o log: os canais do VE).

A malha fechada não altera a tabela: ela corrige o combustível por fora. A tabela só muda quando você edita ou aplica o aprendizado (veja Malha fechada de VE e Autoaprendizado: VE learning (LTFT)).

#Pressão no eixo: relativa

O eixo de pressão das tabelas do VE está em bar relativo, como o MAP aparece na tela: negativo é vácuo, positivo é turbo. Para a conta, a VCU soma 1,01325 bar fixos e chega à pressão absoluta (veja Como a VCU calcula o combustível no modo VE).

Em Unidades de medida > Pressão você escolhe bar (padrão), psi ou kPa. A troca só multiplica (× 14,5038 para psi, × 100 para kPa), sem somar nada.

Unidades de medida: temperatura, pressão e sensor de oxigênio.
Unidades de medida: temperatura, pressão e sensor de oxigênio.

Por isso o kPa da tela também é relativo: 100 kPa na tela é 1 bar de turbo, não a pressão absoluta.

Se a sua referência usa kPa absoluto, converta assim:

bar relativo = kPa absoluto ÷ 100 − 1,01325

Exemplo: 30 kPa absoluto vira −0,71 bar relativo; 250 kPa absoluto vira +1,49 bar relativo.

O que isso muda em altitude está em O que torna o VE avançado, e os limites.

#Entre os pontos e fora da tabela

Entre os pontos, a VCU interpola entre as quatro células vizinhas, pela rotação e pela pressão.

Fora da tabela, ela não extrapola. Abaixo do primeiro ponto ou acima do último, repete o valor da borda.

Isso vale para as três tabelas do VE e para os dois eixos de cada uma.

Corte da tabela de VE em uma rotação: entre os pontos a VCU liga por reta; depois do último ponto do eixo de pressão (+1,5 bar no exemplo) ela repete o último valor. O combustível continua subindo porque a pressão absoluta entra na conta.
Corte da tabela de VE em uma rotação: entre os pontos a VCU liga por reta; depois do último ponto do eixo de pressão (+1,5 bar no exemplo) ela repete o último valor. O combustível continua subindo porque a pressão absoluta entra na conta.

Se o turbo passar do último ponto do eixo de pressão, o motor roda com a VE desse ponto, seja qual for a pressão. O combustível ainda cresce acima da borda, porque a pressão absoluta multiplica a conta: o que fica parado é só a VE.

Célula que o motor nunca visitou não deve ficar mais pobre que a vizinha medida: veja Método de acerto passo a passo.

#O alvo de lambda

A tabela Mapa alvo de lambda por MAP guarda o lambda que você quer em cada ponto de rotação e pressão do coletor.

Mapa alvo de lambda por MAP, em recorte (mapa de exemplo).
Mapa alvo de lambda por MAP, em recorte (mapa de exemplo).

Faixa: lambda 0,28 a 10,00, com três casas decimais (a tecla + sobe 0,01). Tamanho: até 32 × 32.

A VCU lê o alvo no mesmo ponto de rotação e pressão em que lê a VE, inclusive quando a pressão vem do MAP estimado.

O alvo tem eixos próprios: a grade dele não precisa ser igual à da VE.

O padrão de fábrica tem 25 rotações (0 a 8500 rpm) x 32 pressões (−1,0 a +6,0 bar) e o mesmo valor em todas as rotações:

Pressão do coletor (bar, relativa)Alvo de lambda
−1,0 a −0,60,950
−0,50,933
−0,40,917
−0,30,900
−0,20,883
−0,10,867
0,00,850
+3,00,800
+6,00,780

Entre 0,0 e +3,0 bar, e entre +3,0 e +6,0 bar, o padrão desce aos poucos. É um ponto de partida genérico: o alvo do seu motor é decisão sua.

Os enriquecimentos somam combustível sem mexer no alvo. Mistura diferente de propósito, como mais rica em carga alta, se pede no alvo: veja Enriquecimentos e compensações no modo VE.

Com o flex, a VCU pode deslocar o alvo conforme o teor de etanol: veja Antes de começar: motor, combustível, injetores e sensores.

#Lambda ou AFR na tela

Em Unidades de medida > Sensor de oxigênio você escolhe ver o alvo e as sondas em lambda ou em AFR.

A VCU guarda e usa o alvo em lambda. AFR é só a forma de mostrar.

Em AFR, a tela multiplica o lambda pelo AFR estequiométrico do combustível configurado no mapa: lambda 0,85 com estequiométrico 14,7 aparece como cerca de 12,5.

Prefira lambda. Em AFR, o mesmo lambda aparece com números diferentes em cada combustível; com flex, use sempre lambda.

#Grade recomendada

A VCU aceita até 32 × 32 pontos na VE e no alvo. Um mapa aberto com mais pontos é cortado pelo FuelTech Vision, com o aviso Mapa ajustado: ficam os primeiros 32 pontos de cada eixo, e os de rotação e pressão mais altas saem.

Na VE, recomendamos até 16 × 16. O motivo é o aprendizado de longo prazo (LTFT): a tabela dele tem no máximo 16 × 16, com os eixos copiados dos eixos da VE no momento em que o aprendizado é zerado.

Com até 16 pontos por eixo, cada célula da VE tem a sua célula de aprendizado; com mais, o aprendizado pega 16 pontos espaçados e aprende mais grosso que a tabela (veja Autoaprendizado: VE learning (LTFT)).

O padrão de fábrica da VE, 22 pontos de rotação × 28 de pressão, cai nesse caso: o aprendizado deixa de fora, por exemplo, as linhas de 0,0 e +1,0 bar.

Esquerda: VE de 16 × 16, cada célula com a sua célula de aprendizado. Direita: VE padrão de 22 rotações × 28 pressões, o aprendizado fica com 16 × 16 pontos escolhidos a intervalos e pula linhas e colunas.
Esquerda: VE de 16 × 16, cada célula com a sua célula de aprendizado. Direita: VE padrão de 22 rotações × 28 pressões, o aprendizado fica com 16 × 16 pontos escolhidos a intervalos e pula linhas e colunas.

No alvo, a VCU não pede tamanho especial, e o aprendizado não usa a grade dele. Como prática, recomendamos 10 × 10 no alvo: são menos células para manter coerentes, e o alvo não precisa da resolução do aprendizado.

Nas duas tabelas, use eixos de passo igual: por exemplo, 500 a 8000 rpm de 500 em 500 rpm dá 16 pontos.

O motivo é o Suavizar do editor: ele trabalha pela posição das células, não pelo valor do eixo. Com passo igual, posição e valor andam juntos.

#Mudar os eixos

No editor, Editar eixos abre a janela Ajuste dos eixos.

Nela você edita os valores do eixo ou gera uma sequência com Gerar valores: Valor inicial, Valor final, Incremento e a opção Substituir os valores existentes.

Ao mudar os valores do eixo, o FuelTech Vision reamostra a tabela e mantém a forma da curva. Ponto novo fora da faixa antiga recebe o valor da borda, não um valor medido: confira esses pontos depois de reamostrar.

O editor recusa valor repetido no eixo (Valor já existe) e avisa quando passa do limite de células (Limite excedido).

Também dá para incluir e tirar pontos com Adicionar linha, Remover linha, Adicionar coluna e Remover coluna, até 32 por eixo na VE e no alvo.

Se a partida de alguma bancada usa a Tabela principal de injeção, as colunas de rotação mais baixa dão o combustível do giro de partida. Confira-as também (veja Enriquecimentos e compensações no modo VE).

Mudar os eixos da VE não muda os eixos do aprendizado, que continua na grade antiga até ser zerado. Antes de mudar os eixos, leve o aprendizado útil para a VE; depois de enviar o mapa, use Zerar LTFT. A ordem completa e o porquê estão em Autoaprendizado: VE learning (LTFT).

#O editor no acerto

As operações valem para as células selecionadas. As teclas são as do FuelTech Vision no computador.

OperaçãoTeclaO que faz
Incrementar valor e Diminuir valor+ e -Um passo para cima ou para baixo; com Shift, o menor passo; com Ctrl, 10 passos
SomarASoma um valor às células
MultiplicarMMultiplica por um fator: 1,05 sobe 5 %
PreencherEspaçoAbre o teclado para digitar o valor das células
Copiar e ColarCtrl+C e Ctrl+VCopia e cola blocos de células
Selecionar todasCtrl+ASeleciona a tabela inteira
InterpolarITraça reta entre a primeira e a última célula, pelo valor do eixo
Interpolar na horizontalHO mesmo, só na direção horizontal
Interpolar na verticalVO mesmo, só na direção vertical
SuavizarSAlisa pela posição das células; pede 2 ou mais linhas e 2 ou mais colunas

O Interpolar respeita o valor do eixo: com pontos de espaçamento desigual, a reta sai certa.

O Suavizar ignora o valor do eixo e age em todo o retângulo que vai da primeira à última célula selecionada, inclusive nas não selecionadas dentro dele.

Cada operação sobre várias células se desfaz de uma vez, inteira.

#Com a VCU conectada

Com a VCU conectada, o cursor da célula ativa mostra o ponto em que o motor está. Na VE e no alvo ele segue a rotação e a pressão do sensor; no MAP estimado, a rotação e a borboleta.

Exibir rastro mostra os últimos segundos do caminho do cursor.

Exibir mapa de calor destaca as células em volta do ponto atual. Ele não conta quanto tempo o motor passou em cada célula.

Seleção automática seleciona sozinha o bloco de células sob o ponto atual enquanto o motor anda.

Na VE não existe Aplicar correção na célula ativa (F): o botão some e o item do menu fica desabilitado.

A correção vem do aprendizado (LTFT), e levá-la para a tabela é um passo seu: Aprendizado VE (LTFT) (no computador, menu Ferramentas), página Commit na VE (a que leva o aprendizado para a tabela de VE), botões Prévia e Aplicar na VE. Veja Autoaprendizado: VE learning (LTFT).

A barra de tempo real dessas telas mostra Correção de malha fechada. No modo VE, esse número não é a correção da malha de VE: para ela, use os canais da malha de VE (veja Lendo o log: os canais do VE).

Como a edição de célula chega à VCU está em Antes de começar: motor, combustível, injetores e sensores.

#MAP estimado por TPS

A pressão do eixo vem do sensor de MAP. Ela passa para o failsafe (por padrão, a estimativa por TPS) em dois casos: Usar sensor MAP desligado, ou um sensor de MAP externo (ou o de reserva) em falha.

O campo Failsafe do MAP, em Configurações do Motor > Injeção > aba Sensores e failsafe (só no modo VE), escolhe entre Tabela de MAP estimado por TPS (padrão) e Valor fixo, que usa o valor de Failsafe da pressão do coletor (padrão −0,30 bar, faixa −2,00 a +20,00 bar).

A tabela MAP estimado por TPS guarda, em bar relativo, a pressão do coletor esperada para cada rotação e posição da borboleta.

O padrão de fábrica é de motor aspirado genérico: 500 a 8000 rpm x borboleta de 0 a 100 %, com −0,80 bar na borboleta fechada e perto de 0 bar na borboleta toda aberta.

Ele estima um pouco acima do esperado, para o lado rico, e nunca passa de 0 bar.

Padrão de fábrica do MAP estimado por TPS em três rotações: a pressão sobe com a borboleta e para em 0 bar. A tabela padrão é de motor aspirado.
Padrão de fábrica do MAP estimado por TPS em três rotações: a pressão sobe com a borboleta e para em 0 bar. A tabela padrão é de motor aspirado.

A tela aceita valores de −1,000 a +6,000 bar e a VCU usa a tabela, sem trava. O teto de 0 bar é só do padrão.

Com a estimativa ativa, a VCU lê a VE e o alvo na pressão estimada. O canal MAP do log e o cursor da tabela continuam mostrando o sensor; a pressão estimada não aparece em nenhum canal.

A tabela padrão é de motor aspirado: veja o aviso sobre motor turbo em Antes de começar: motor, combustível, injetores e sensores, onde estão o limitador de 4000 rpm de falha do MAP e o que muda com o sensor interno.

Com Usar sensor MAP desligado, o aprendizado da malha de VE fica travado: veja Autoaprendizado: VE learning (LTFT).