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13. Exemplos passo a passo

Versão 1.2Software: FuelTech Vision 3.0Firmware: 00.03.00.01Produtos: FT700, FT470, VisionFT2026-10-13

#Exemplo 1: painel de outra marca (TX)

Um painel aceita, no ID 0x100 (11 bits) a 500 kbit/s, um quadro de 8 bytes com rotação, temperatura do motor, posição do acelerador e tensão da bateria, todos em Intel. A especificação do painel diz:

SinalStart bitBitsEscalaOffsetUnidade
Rotação01610rpm
Temperatura do motor1681−40°C
Acelerador (TPS)2480,40%
Bateria32160,10V
  1. Em Portas CAN, ative a porta onde o painel está ligado (neste exemplo, a Porta B) em Modo RAW, 500 kbit/s, Modo FD desligado. O Terminador da CAN vem ligado: deixe ligado só se a VCU estiver numa ponta do barramento.
  2. No CAN Personalizável, ligue a função e, na aba Sinais, crie quatro sinais. Em todos: Ordenação Intel, Tipo Sem sinal, Canal aritmético ligado. Preencha Canal da VCU, Start bit, Comprimento, Escala e Offset de acordo com a tabela.
  3. Na aba Quadros, no Quadro 1: Habilitada, ID 100, ID Extendido desligado, Bytes 8, Direção TX, Porta B, Período 0,02 s (50 Hz). Marque os quatro sinais.
  4. Grave o mapa e, se a configuração da porta mudou, desligue e ligue a VCU.
  5. Abra o Sniffer CAN na Porta B, direção TX, modo Filtrado, e confira o quadro.

Com 5432 rpm, 92,5 °C, 50% de acelerador e 13,8 V, o quadro sai assim:

ID 0x100   38 15 84 7D 8A 00 00 00
           RPM   T  TPS BAT

A rotação 5432 é 0x1538, que em Intel aparece como 38 15. A temperatura vai como 132 (0x84): 92,5 + 40 = 132,5, truncado para 132. O acelerador vai como 125 (0x7D) e a bateria como 138 (0x008A, em Intel 8A 00).

#Exemplo 2: sensor de outra marca (RX)

Um módulo transmite a temperatura do óleo no ID 0x501 (11 bits), a cada 50 ms, a 500 kbit/s. O DBC do fabricante traz:

BO_ 1281 MODULO_OLEO: 8 MODULO
 SG_ TEMP_OLEO : 7|16@0- (0.1,0) [-50|200] "C" FT700

1281 em decimal é 0x501. O sinal começa no bit 7, tem 16 bits, é Motorola (@0), com sinal (−), escala 0,1 e offset 0.

  1. Em Portas CAN, ative a porta onde o módulo está ligado (neste exemplo, a Porta C da FT700; a FT470 tem só as Portas A e B) em Modo RAW, 500 kbit/s. Terminador como no Exemplo 1.
  2. No CAN Personalizável, com a função ligada, crie o sinal: Canal da VCU = Medida customizada #01, Ordenação Motorola, Start bit 7, Comprimento 16, Tipo Com sinal, Escala 0,1, Offset 0, Canal aritmético ligado.
  3. Configure um quadro: ID 501, ID Extendido desligado, Bytes 8, Direção RX, Porta C (ou a porta escolhida no passo 1), Timeout 0,5 s. Marque o sinal.
  4. Grave o mapa, desligue e ligue a VCU se a configuração da porta mudou e acompanhe o canal em tempo real.

Leituras esperadas: bytes 03 84 no início do quadro (900) dão 90,0 °C; bytes FF 38 (−200) dão −20,0 °C. Se o módulo parar de transmitir, depois de cerca de 0,5 s o canal vai a zero e fica marcado como sem dado válido.

Se você tem o DBC, pode Importar DBC em vez de digitar o sinal. A importação substitui a configuração atual do CAN Personalizável e deixa os quadros importados transmitindo zeros pela Porta A: antes de gravar, desabilite os que não vai usar e ajuste Direção para RX, a Porta, o Timeout e o Canal da VCU (veja o capítulo de importação).

#Exemplo 3: quadro fixo (despertar módulo)

Alguns módulos só começam a transmitir depois de receber uma mensagem de presença. Crie um sinal com Canal da VCU Nenhum, Ordenação Intel, Start bit 0, Comprimento 8 e Valor fixo A5. Num quadro TX com o ID e o ID Extendido que o módulo documenta, na porta onde ele está ligado, com Bytes 1 e Período 0,1 s, marque esse sinal. A VCU enviará o byte A5 a cada 100 ms. A resposta do módulo, se houver, é lida por um quadro RX. Numa rede original do veículo, siga o aviso da Apresentação.