9. Lendo o log
Os canais da bomba mostram o que a VCU calculou e o que ela entregou à válvula.
Este capítulo diz quais canais gravar, o que cada um significa e como ler o duty, o erro, o trim, o feed-forward e o pulso.
Os canais do rail 2 têm os mesmos nomes dos do rail 1, com 2 no lugar de 1. Os nomes não seguem um padrão único (HPFP: duty Rail #1, GDI - Erro de pressão rail 1): procure pelo nome exato.
#Quais canais gravar
Os canais ficam na lista do Datalogger, com as colunas Gravar, Habilitado e Visível.

Num mapa novo da FT700, os canais da bomba vêm marcados em Gravar e desmarcados em Visível. Pressão de DI1 e Pressão de DI2 vêm marcados nos dois.
Num mapa novo da FT470, nenhum canal da bomba vem gravando, nem Pressão de DI1 e Pressão de DI2: marque Gravar em cada um.
Se um canal gravado não aparece no gráfico do log, confira a coluna Visível.
A taxa de gravação é a do datalogger (mapa novo: 10 ms na FT700, 20 ms na FT470). Um canal só tem taxa própria com Taxa de amostragem individual por canal ligada.
O log só mostra oscilações até a metade da taxa: a 10 ms, até 50 por segundo; a 20 ms, até 25. Os golpes da bomba (rpm × lobes ÷ 120 por segundo) passam disso já em rpm médio, como 75 por segundo a 3000 rpm com 3 lobes, e aparecem como uma oscilação falsa, mais lenta, ou não aparecem.
Para acertar a bomba, grave: Pressão de DI1, HPFP: alvo de pressão, HPFP: duty Rail #1, GDI - Erro de pressão rail 1, GDI - Trim do PID rail 1, GDI - Feedforward rail 1, GDI - Pulso comandado rail 1, os quatro sinais de limite e a janela efetiva, junto com o rpm e a carga do eixo do alvo.
#Canais de pressão e de comando
| Canal | Unidade | O que significa |
|---|---|---|
| Pressão de DI1 / Pressão de DI2 | bar | Leitura direta da entrada DI1 / DI2, sem o filtro da malha. Mesma base do alvo e dos guards. |
| HPFP: alvo de pressão | bar | Alvo que a malha usa, já suavizado com o feed-forward ligado. Um só canal para os dois rails. |
| HPFP: duty Rail #1 | % | Pulso como fração da largura da janela. 100 na rotina de partida, 0 com o rail desligado. |
| GDI - Erro de pressão rail 1 | bar | Alvo menos pressão filtrada. Positivo: rail abaixo do alvo. Zero se o sensor não está bom. |
| GDI - Trim do PID rail 1 | ms | Correção do PID, já limitada. Zero sem feed-forward e em limp-home. |
| GDI - Feedforward rail 1 | ms | Parte do pulso que o modelo calcula para entregar volume, sem tempo morto e sem trim. |
| GDI - Pulso comandado rail 1 | ms | Pulso final, depois de todos os tetos. Zero no corte de desaceleração, com o rail desligado e na rotina de partida. |
| GDI - Janela rail 1: abertura efetiva e GDI - Janela rail 1: fechamento efetivo | graus de virabrequim | Início e fim do pulso real, de 0 a 720. |
#Como ler o duty
O duty não é a razão cíclica de um PWM. É o pulso dividido pelo teto da janela, em %.
O teto da janela é a largura da janela do lobe #1 convertida em tempo pelo rpm atual:
teto da janela (ms) = largura da janela ÷ (0,006 × rpm)
pulso (ms) = duty ÷ 100 × teto da janela
A largura da janela é o fechamento menos a abertura, em graus de virabrequim. O fator 0,006 × rpm são os graus de virabrequim por milissegundo.
Exemplo: janela de 120 graus de virabrequim a 3000 rpm dá teto de 6,67 ms. Um duty de 40 % é um pulso de 2,67 ms.
O mesmo pulso dá duty diferente em mapas com janelas diferentes. Para comparar mapas, use GDI - Pulso comandado rail 1.
Com feed-forward ligado e os padrões de fábrica (teto angular de 60 graus contra janela de 120), o duty para em 50 %. Sem feed-forward não há teto angular.
#Erro, trim, feed-forward e pulso
Com o feed-forward ligado, sem nenhum teto atuando, o pulso se monta assim:
pulso comandado = feed-forward + trim + tempo morto
O tempo morto é o Dead-time base da válvula (t0) mais a curva de Dead-time por tensão de bateria. Ele não tem canal.
Confira: pulso menos (feed-forward + trim) deve dar o tempo morto. Se der menos com pulso maior que zero, um teto cortou o pulso: veja os sinais de limite. Se feed-forward mais trim ficar em zero ou menos, o pulso é zero.
GDI - Feedforward rail 1 continua mostrando o valor calculado mesmo com o pulso em zero.
Trim perto de zero em regime: o modelo acerta. Trim sempre para o mesmo lado: o modelo erra e o PID compensa (veja Comissionamento e acerto passo a passo).
O erro é positivo com o rail abaixo do alvo, e o PID pede mais pulso.
O erro é calculado sobre a pressão filtrada, que não é gravada. Por isso ele não é igual a alvo menos Pressão de DI1, que é a leitura direta. A pressão filtrada é o alvo menos o erro.

#Janela efetiva
GDI - Janela rail 1: abertura efetiva e GDI - Janela rail 1: fechamento efetivo mostram onde o pulso caiu no ciclo de 720 graus de virabrequim, contados a partir do PMS do cilindro 1.
O fechamento efetivo é o fim do pulso: Ângulo de fechamento do lobe #1, deslocado pelo desvio do came e adiantado pelo Atraso da válvula (adianto de fase).
A abertura efetiva é o início do pulso: o fechamento efetivo menos os graus do pulso (0,006 × rpm × pulso em ms).
Com pulso zero, a abertura efetiva e o fechamento efetivo ficam iguais. Os dois em 0 indicam rail desligado ou rotina de partida (veja Partida e proteções).
A varredura de fase do fechamento está em Os ângulos do lobe.
#Sinais de limite e de estado
Estes canais valem 0 ou 1.
| Canal | Em 1 quando |
|---|---|
| GDI - Trim no limite rail 1 | o PID foi cortado no limite inferior (Trim mínimo do PID ou Piso do trim: fração do feedforward) ou em Trim máximo do PID, neste instante |
| GDI - Teto angular (Theta máx.) rail 1 | o comando passou do Teto angular da janela e foi cortado |
| GDI - Teto da janela do lobe rail 1 | o pulso passou da largura da janela e foi cortado |
| GDI - Guard 1 aparando rail 1 | o Guard 1 está ativo e o pulso passou do teto dele |
| GDI - Sensor do rail 1 em falha | o sensor está suspeito ou condenado |
| GDI - Rail 1 em limp-home | o sensor está condenado |
| GDI - Corte de sobrepressão rail 1 | o Guard 2 desligou a bomba do rail |
Os quatro primeiros dizem qual teto segura o pulso quando o rail está abaixo do alvo e o pulso não cresce. Vale o menor dos dois tetos de janela, e os dois sinais podem acender juntos.
Os três últimos estão em Partida e proteções.
Os quatro sinais de limite ficam em 0 quando não há malha: rail desligado, rotina de partida e Guard 2.
Pulso zero, por falta de demanda ou corte de desaceleração, não tem sinal próprio: o sinal é GDI - Pulso comandado rail 1 em 0, e GDI - Trim no limite rail 1 pode estar em 1 ao mesmo tempo.
#Leitura em ordem
Num trecho em que o rail não segura o alvo, leia nesta ordem:
- Pressão de DI1 contra HPFP: alvo de pressão: o rail está abaixo ou acima do alvo?
- GDI - Erro de pressão rail 1: o sinal confirma o sentido.
- GDI - Pulso comandado rail 1 e o duty: o pulso cresce quando o erro cresce?
- Se o pulso não cresce, os sinais de limite dizem qual teto o segura. Com GDI - Teto angular (Theta máx.) rail 1 ou GDI - Teto da janela do lobe rail 1 em 1 e o rail abaixo do alvo, o limite é de configuração.
- Duty 0 com o motor rodando: confira Sincronia do motor, a janela efetiva em 0 / 0 e GDI - Corte de sobrepressão rail 1 (veja Diagnóstico: sintomas e causas).
#O que o log não grava
Não existem canais para a pressão filtrada, para o modo da malha (partida, corte de desaceleração ou normal), para o corte de bicos feito pela bomba e para o adianto aplicado à janela.
O modo se deduz do conjunto: partida é duty 100 com rpm baixo e pulso comandado em 0; corte de desaceleração é pulso zero com a pressão mais de 10 bar acima do alvo.
Corte ativo (INJ) mostra o código do corte de injeção do motor, não o corte de bicos feito pela bomba.
Sincronia do motor em 0 significa bomba sem acionamento.
VVT: Posição da admissão 1 (e escapamento 1, admissão 2, escapamento 2) mostra o desvio do came, não a posição absoluta, em graus de virabrequim. Confira esse desvio antes de ligar Dependência de came.
#Escalas do gráfico
A escala padrão do gráfico de Pressão de DI1 e Pressão de DI2 é de -2000 a 2000: ajuste para ver o rail.
A escala padrão de GDI - Feedforward rail 1 e GDI - Pulso comandado rail 1 é de 0 a 20 ms: ajuste se o pulso passar disso.