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8. Partida e proteções

Versão 1.1Software: FuelTech VisionFirmware: 00.03.00.55Produtos: FT700, FT470, VisionFT2026-10-15

Este capítulo explica o que a bomba faz do primeiro giro do motor de arranque até o funcionamento normal, e o que a VCU faz quando a pressão ou o sensor saem do esperado.

Os campos ficam na página Configurações de proteção, nos grupos Partida, Proteções (guards) e Corte de injetores por baixa pressão (no celular e nos painéis, numa lista única).

Configurações de proteção: Partida, Corte de injetores por baixa pressão e Proteções (guards).
Configurações de proteção: Partida, Corte de injetores por baixa pressão e Proteções (guards).

Digite alvo, guards, pressão mínima e limite do corte na mesma base da leitura do canal Pressão de DI1 (ou Pressão de DI2): a VCU não soma nem subtrai pressão atmosférica.

#Partida passo a passo

A partida da bomba tem quatro etapas. Os valores entre parênteses são os padrões de fábrica.

  1. Antes do sincronismo. A VCU só considera o motor girando depois de sincronizar a roda fônica (com sensor de fase, depois de confirmar a fase). Até lá ela lê rpm zero e a válvula da bomba não é acionada. O Timeout do lockout (do início do crank) conta a partir daí, não do primeiro giro do motor de arranque.
  2. Válvula ligada direto. Com rpm entre 50 e RPM de saída da partida (400 rpm), a válvula fica o tempo todo no estado de entrega (energizada com Normal, desenergizada com Invertido): duty 100 %, sem pulso por lobe. Esta etapa não olha a pressão e dura no máximo o Timeout do lockout (do início do crank) (5 s). O Teto angular da janela e o Guard 1 não limitam esta etapa; o Guard 2 continua valendo e pode desligar a bomba.
  3. Pulso com feed-forward dobrado. Quando o rpm chega a RPM de saída da partida e a pressão ainda está abaixo de Pressão mínima para liberar injetores (12 bar) sem o timeout ter acabado, a bomba pulsa dentro da janela com a parte do pulso que entrega volume multiplicada por 2 e o trim do PID congelado. Valem o Teto angular da janela, a largura da janela e o Guard 1. Se o timeout acabar antes de o rpm chegar ao RPM de saída da partida, a válvula deixa de ficar ligada direto e a bomba passa a esta etapa.
  4. Funcionamento normal. A partida termina quando o rpm chega a RPM de saída da partida e, além disso, a pressão chega a Pressão mínima para liberar injetores ou o timeout acaba. Com dois rails, a maior pressão entre os rails com sensor bom vale para os dois. A partida rearma quando o rpm cai abaixo de 50.
Partida da bomba e bloqueio dos bicos nos valores de fábrica (esquema, não é um log)
Partida da bomba e bloqueio dos bicos nos valores de fábrica (esquema, não é um log)

No log, a etapa 2 aparece como HPFP: duty Rail #1 em 100 com GDI - Pulso comandado rail 1 em 0 ms (veja Lendo o log).

Depois da partida a bomba trabalha com feed-forward e PID (veja Feed-forward (modelo físico) e trim).

#Bloqueio dos bicos na partida

O bloqueio (a tela chama de lockout) mantém sem pulso os bicos das bancadas do rail enquanto a pressão da partida não está formada.

O interruptor é Habilitar corte de injetores por baixa pressão (Rail #1); no PC, Habilitar no Rail #1. O mesmo interruptor liga o corte por baixa pressão.

Desligado, nenhum bico é bloqueado, nem na partida nem em funcionamento.

Os bicos bloqueados são os das bancadas marcadas em Alimenta a bancada A / B / C do rail. Bancada não marcada nunca é tocada.

Nas bancadas bloqueadas o tempo de injeção vai a zero. A ignição não é cortada e a bomba não é comandada por este bloqueio.

Com nenhuma bancada marcada o bloqueio não tem efeito; o FuelTech Vision mostra um aviso na lista de diagnóstico do mapa.

O bloqueio arma com rpm abaixo de 50, e o estado dele é um só para os dois rails. Ele solta quando acontece qualquer uma destas condições:

Depois de solto, o bloqueio só arma de novo com o rpm abaixo de 50.

#Corte de injetores por baixa pressão

O corte vale com o motor funcionando, com ou sem feed-forward.

Ele arma quando a pressão do rail cai abaixo de Limite de pressão para corte de injetores (30 bar). Solta só quando a pressão passa do limite mais 2 bar (32 bar). Entre os dois valores o estado anterior continua.

Cortado, os bicos das bancadas marcadas ficam sem pulso.

A VCU avalia a pressão filtrada, a mesma que a malha usa. Com o sensor do rail em falha, o estado do corte fica congelado no último valor válido.

Confirme que Pressão de DI1 (ou Pressão de DI2) lê uma pressão válida antes de habilitar o corte.

O corte não aparece em Corte ativo (INJ) e não tem canal próprio: o sinal é o tempo de injeção da bancada em zero.

#Guard 1

O Guard 1 limita o pulso quando a pressão passa do nível de segurança, sem desligar a bomba.

Ele entra quando a pressão passa de Guard 1: nível de entrada (180 bar) e sai quando a pressão cai 3 bar abaixo desse nível.

Ativo, o pulso fica limitado a uma fração da largura da janela do lobe, dada por Guard 1: teto do comando ativo (50 %). Ele nunca substitui o comando: só corta o que passar do teto.

Vale com e sem feed-forward. Não vale na etapa de válvula ligada direto da partida.

Com feed-forward ligado, o Guard 1 limita o pulso quando a largura da janela vezes o percentual fica menor que o Teto angular da janela: para ele limitar, ponha o percentual vezes a largura abaixo do teto angular. Com os padrões (janela de 120 graus de virabrequim e 50 %), o limite do Guard 1 é 60 graus, igual ao teto angular padrão. Sem feed-forward não há teto angular, e ele limita já nos padrões.

O sinal no log é GDI - Guard 1 aparando rail 1. Ele só acende quando o Guard 1 está ativo e o pulso calculado passa do teto.

Mantenha o alvo máximo abaixo do Guard 1, com folga. Com alvo acima de 180 bar, suba os dois guards.

#Guard 2

O Guard 2 desliga a bomba do rail quando a pressão fica alta demais. Ele corta só a bomba, nunca os bicos: com a bomba cortada, a pressão do rail cai pelo consumo dos bicos.

Qualquer uma destas duas condições liga o corte:

A condição de nível vale também durante a partida.

O corte solta quando a pressão cai abaixo de Guard 2: nível de soltura (histerese) (184 bar). Ao soltar, o PID recomeça sem acúmulo.

Parar o motor não solta o corte: ele solta com a pressão abaixo da soltura ou ao reiniciar a VCU.

No log, o sinal é GDI - Corte de sobrepressão rail 1 em 1, com duty 0.

Onde cada proteção atua, na escala de pressão do rail com os valores de fábrica (esquema)
Onde cada proteção atua, na escala de pressão do rail com os valores de fábrica (esquema)

#Falha do sensor do rail

A VCU considera falha um sinal inválido (sensor desconectado, em curto ou não configurado) ou um salto de mais de 20 bar entre duas leituras seguidas.

A falha tem três momentos:

O alerta e o canal dizem modo de segurança (limp-home) mesmo sem feed-forward; nesse caso a bomba está desligada.

Com o sensor condenado não há rotina de partida: se a condenação ocorre no arranque, a válvula deixa de ficar ligada direto. O fim da partida e o bloqueio dos bicos passam a depender do timeout (o bloqueio também solta pelo RPM de motor funcionando (solta o lockout)).

#Quando o rail desliga

Nestes casos o rail fica desligado, ou a função nem inicia. Com o rail desligado a válvula fica sem entregar, o duty vai a 0 e a janela efetiva fica em 0 / 0.

CondiçãoO que você vê ou confere
Motor sem sincronismoSincronia do motor em 0
Rpm inválido ou zeroConfira o rpm no log
Janela do lobe #1 com largura zero ou negativaErro na lista de diagnóstico do FuelTech Vision
Largura da janela maior ou igual a 720 ÷ número de lobesErro na lista de diagnóstico do FuelTech Vision
Guard 2 ativoGDI - Corte de sobrepressão rail 1 em 1
Sensor condenado, feed-forward desligadoGDI - Rail 1 em limp-home em 1 e o alerta do sensor
Função sem saída atribuída: a função nem inicia (com 2 rails, um rail sem saída impede os dois)Nenhum canal da bomba se move

Com o motor em parada (parada programada, proteção por senha, teste de compressão, alarme), os pulsos não disparam, mas o canal de duty continua mostrando o valor calculado.

Pulso zero não é rail desligado. Com pulso zero, a abertura efetiva e o fechamento efetivo ficam iguais. No rail desligado os dois ficam em 0 (veja Lendo o log).

#Alertas e sinais no log

A bomba tem um único alerta na tela. Ele aparece uma vez, quando o sensor do rail é condenado, como aviso na tela e na lista de alertas da VCU.

O alerta vale para os dois rails: veja qual falhou em GDI - Sensor do rail 1 em falha e GDI - Sensor do rail 2 em falha.

Rotina de partida, bloqueio, corte por baixa pressão, Guard 1 e Guard 2 aparecem só no log (os canais do rail 2 trocam 1 por 2):

EventoSinal no log
Rotina de partidaHPFP: duty Rail #1 em 100 com GDI - Pulso comandado rail 1 em 0 ms
Bloqueio e corte dos bicosTempo de injeção da bancada em zero; sem canal próprio
Guard 1GDI - Guard 1 aparando rail 1 em 1
Guard 2GDI - Corte de sobrepressão rail 1 em 1
Sensor suspeitoGDI - Sensor do rail 1 em falha em 1
Sensor condenadoTambém GDI - Rail 1 em limp-home em 1

#Quando uma mudança vale

Com a VCU conectada, valem na hora: Pressão mínima para liberar injetores, Timeout do lockout (do início do crank), os níveis dos guards, Limite de pressão para corte de injetores, a habilitação do corte e as bancadas de cada rail.

RPM de saída da partida e RPM de motor funcionando (solta o lockout) só valem depois de gravar o mapa.

Ligar ou desligar a função e gravar o mapa reinicia a VCU sozinha, com o motor parado.