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3. Antes de começar: instalação

Versão 1.1Software: FuelTech VisionFirmware: 00.03.00.55Produtos: FT700, FT470, VisionFT2026-10-15

Este capítulo lista o que precisa estar instalado e configurado antes de você ligar a função Bomba de alta pressão (HPFP).

Algumas faltas fazem a função não iniciar ou rodar com o sinal errado: o capítulo termina com uma lista de conferência para a primeira partida.

A bomba precisa de quatro coisas: uma saída por rail, um sensor de pressão por rail, as bancadas de injeção direta marcadas e um sensor de fase. Com VVT (comando de válvulas variável), entra o sensor de came.

As diferenças de instalação na FT470 estão na seção FT700 e FT470.

#A saída da bomba

#Quais saídas servem

A tela aceita a função em qualquer saída azul, cinza ou amarela (a tela divide as saídas da VCU nesses três grupos de cor). Não há restrição por cor.

VCUAzuisCinzaAmarelas
FT700 (50 saídas)161222
FT470 (20 saídas)884

Atribua a saída com o botão Saída (Rail #1): no PC, na página Configurações gerais; no celular, no tablet e nos painéis, na página do Rail #1.

Na lista de saídas a função aparece como Bomba de alta pressão (HPFP) - Rail #1 (e - Rail #2).

Lista de saídas aberta pelo botão Saída (Rail #1): saídas azul, cinza e amarela e a função Bomba de alta pressão (HPFP) - Rail #1.
Lista de saídas aberta pelo botão Saída (Rail #1): saídas azul, cinza e amarela e a função Bomba de alta pressão (HPFP) - Rail #1.

O botão Saída (Rail #2) só aparece com Número de rails em 2 rails.

#O que a válvula recebe

A válvula de controle da bomba recebe um pulso por lobe.

Não é PWM: a função não controla a corrente da válvula, e não existe corrente de pico nem de retenção.

Tudo o que fica entre a saída e a válvula precisa aceitar esse comando: um único pulso por lobe, sem perfil de corrente.

O campo Comportamento da saída define a polaridade:

Escolha conforme a sua válvula. O efeito na entrega está em Como a bomba entrega combustível.

Na partida, com o feed-forward ligado, a saída fica no estado de entrega de forma contínua, por até o Timeout do lockout (do início do crank) (padrão 5 s). No nome do campo, lockout é o bloqueio dos bicos na partida e crank é o giro no motor de arranque. Veja Partida e proteções.

#O sensor de pressão do rail

#Entrada e tabela do sensor

O Rail #1 lê o sensor pela entrada DI1 e o Rail #2 pela entrada DI2.

É o padrão do campo Sensor de referência, que tem as opções HP Rail #1 (DI1) e HP Rail #2 (DI2).

Configure a entrada em Sensores e Calibração > Pressão de DI, no botão Sensor de pressão DI1 (ou DI2): escolha um Sensor predefinido ou monte uma Tabela linear, e ajuste o Offset do sensor se precisar.

Sensores e Calibração > Pressão de DI: um botão por entrada, Sensor de pressão DI1 e DI2.
Sensores e Calibração > Pressão de DI: um botão por entrada, Sensor de pressão DI1 e DI2.

A Tabela linear aceita de 2 a 32 pontos.

A leitura aparece em Leitura Atual DI1 (ou DI2) e no canal Pressão de DI1 (Pressão de DI2 no Rail #2).

#Fundo de escala

A VCU converte a tensão do sensor em pressão pela tabela, e a conversão trava nas pontas.

Abaixo do primeiro ponto, a leitura fica no primeiro valor. No último ponto ou acima dele, fica no último valor.

Por isso o último ponto da tabela é o fundo de escala do rail para a VCU. Na Tabela linear, ponha nele a pressão do fim da escala do sensor; no Sensor predefinido, confira que o fim da escala dele é o do sensor instalado.

Entrada analógica do sensor DI1 com Tabela linear: o último ponto da tabela é o fundo de escala (valores do mapa de teste).
Entrada analógica do sensor DI1 com Tabela linear: o último ponto da tabela é o fundo de escala (valores do mapa de teste).

Acima do fundo de escala a VCU não enxerga mais a pressão, mesmo com o rail subindo.

Um guard acima do fundo de escala nunca atua (exceto o Guard 2 pela condição alvo mais 20 bar, com a soltura abaixo do fundo de escala), e um alvo acima dele nunca é visto como atingido.

A leitura da VCU trava no último ponto da tabela do sensor
A leitura da VCU trava no último ponto da tabela do sensor

Referência de campo: leitura cravada num valor igual ao último ponto da tabela, enquanto o GDI - Pulso comandado rail 1 muda, indica sensor saturado.

#Faixa de tensão

O sinal do sensor precisa ficar entre 0,05 V e 4,95 V.

Abaixo de 0,05 V a entrada é lida como em curto. Acima de 4,95 V, como desconectada.

Nos dois casos a VCU considera o sensor em falha. O que acontece então está em Partida e proteções.

#Base da pressão

A VCU compara o alvo com a leitura do sensor do rail exatamente como o canal Pressão de DI1 (ou Pressão de DI2) mostra.

Ela não soma nem subtrai a pressão atmosférica.

Digite o alvo, os guards, a Pressão mínima para liberar injetores e o Limite de pressão para corte de injetores na mesma base dessa leitura.

Com a chave ligada e o motor parado, a leitura deve ficar estável, na pressão de linha (a pressão da bomba de baixa), e o canal GDI - Sensor do rail 1 em falha deve estar em 0.

Se a leitura parada estiver deslocada, corrija com o Offset do sensor.

#As bancadas de injeção direta

Cada rail tem as chaves Alimenta a bancada A, Alimenta a bancada B e Alimenta a bancada C.

Elas dizem à VCU quais bicos aquele rail alimenta. A marcação tem dois efeitos:

Marque só as bancadas de injeção direta. A bancada de injeção indireta (port) não deve ser marcada: seria cortada junto e entraria na conta do consumo.

Não marque a mesma bancada nos dois rails. O FuelTech Vision mostra erro: com os dois marcados, o corte de qualquer rail zera o pulso dela.

Num rail ativo sem nenhuma bancada marcada, o corte de injetores desse rail fica sem efeito, e o FuelTech Vision avisa; sem bancada marcada em nenhum rail, o feed-forward também fica sem volume.

Ajuste a Pressão nominal dos injetores da bancada A (e das bancadas B e C). O padrão é 3 bar.

Configuração dos injetores: Pressão nominal dos injetores da bancada A (valor do mapa de teste).
Configuração dos injetores: Pressão nominal dos injetores da bancada A (valor do mapa de teste).

O FuelTech Vision avisa quando nenhuma bancada habilitada tem pressão nominal de injeção direta, ou seja, 20 bar ou mais.

Com a pressão nominal errada, o tempo morto, a vazão efetiva e a compensação por pressão diferencial saem errados.

A tabela de tempo morto dos bicos usa a pressão de combustível de baixa menos o MAP. Ela não usa a pressão do rail.

Se você usa a Compensação pelo desvio da pressão diferencial (Compensar Bancada A, B ou C), o Modo de operação da bancada deve ser a pressão do sensor do rail que a alimenta: Pressão de Combustível DI 1 para o sensor DI1, Pressão de Combustível DI 2 para o sensor DI2. Com outra opção o FuelTech Vision avisa.

Compensação pelo desvio da pressão diferencial: Compensar Bancada A ligado e a lista de Modo de operação aberta.
Compensação pelo desvio da pressão diferencial: Compensar Bancada A ligado e a lista de Modo de operação aberta.

As regras da bomba só rodam com a função ligada: o FuelTech Vision mostra a lista de erros e avisos ao abrir o mapa e ao confirmar a função. A lista não impede de gravar o mapa: leia-a antes de dar a partida.

Validação de alertas de configurações com um erro da bomba: ângulo de fechamento do lobe menor ou igual ao de abertura (ângulos invertidos de propósito, só para esta captura).
Validação de alertas de configurações com um erro da bomba: ângulo de fechamento do lobe menor ou igual ao de abertura (ângulos invertidos de propósito, só para esta captura).

#Sincronismo: o sensor de fase é obrigatório

A função exige sensor de fase, além da roda do virabrequim.

Com sensor de fase, a VCU programa o ciclo inteiro de 720 graus de virabrequim.

Sem ele a VCU repete a programação da bomba a cada volta do virabrequim, e metade dos pulsos cai fora dos lobes.

Para qualquer número N de lobes saem 2 × N pulsos por ciclo: N sobre os lobes e N fora deles.

Exemplo com 3 lobes e fim de pulso em 180 graus de virabrequim: os pulsos certos terminam em 180, 420 e 660, e a VCU dispara também com fim em 60, 300 e 540.

Um ciclo de 720 graus de virabrequim com 3 lobes, com e sem sensor de fase
Um ciclo de 720 graus de virabrequim com 3 lobes, com e sem sensor de fase

A válvula só é acionada depois que a VCU sincroniza o motor (com sensor de fase, depois de confirmar a fase).

Até lá o RPM publicado é 0 e a bomba enxerga o motor parado.

Confira que o canal Sincronia do motor vai a 1 com o motor girando no arranque.

Com a função ligada a VCU ignora a Partida rápida (fase emulada), e o FuelTech Vision avisa.

Os ângulos da bomba dependem do Alinhamento do primeiro dente (ajuste do sinal de RPM: o dente sobre o sensor com o cilindro 1 no PMS). Confira-o com lâmpada estroboscópica antes de calibrar (prática recomendada). Veja Os ângulos do lobe.

#VVT e dependência de came

O campo Dependência de came faz a janela da bomba acompanhar o desvio do came escolhido.

As opções são None, Intake #1, Intake #2, Exhaust #1 e Exhaust #2 (a tela mostra em inglês).

Use só se a bomba é acionada por um comando com defasador (VVT) e o desvio desse came é válido. Sem VVT, deixe None.

O desvio só é publicado quando a função Comando Variável (VVT) está habilitada, o sensor de came está lendo e o VVT está atuando (depois do atraso inicial e da temperatura mínima do VVT).

Antes de ligar a dependência, grave um log com o canal VVT: Posição da admissão 1 (ou o do came escolhido) e confira o desvio do came.

Apesar do nome, esse canal mostra o desvio, não a posição.

Como a janela segue o desvio está em Os ângulos do lobe.

#O que exige reiniciar a VCU

Alguns campos só são lidos quando a VCU liga. Se você mudar um deles e não reiniciar, a VCU segue com o valor antigo.

A VCU não pede o reinício. Depois de gravar o mapa, desligue e ligue a VCU, com o motor parado.

CampoDepois de gravar o mapa
Saída (Rail #1) e Saída (Rail #2)Reinicie a VCU
Comportamento da saídaReinicie a VCU
Sensor de referênciaReinicie a VCU
Número de railsReinicie a VCU
Ligar ou desligar a funçãoA VCU reinicia sozinha, com o motor parado

Os demais campos valem ao vivo, com a VCU conectada, exceto Mapa de alvo, RPM de saída da partida e RPM de motor funcionando (solta o lockout), que só valem ao gravar o mapa. Veja Referência de parâmetros.

#Quando falta uma peça ou um ajuste

A configuração é aceita sem os itens abaixo: confira cada um antes da primeira partida.

ItemSem eleComo conferir
Saída do rail atribuídaA função não inicia e nenhum canal da bomba se move. Com 2 rails, a falta da saída de um rail derruba os dois.Saída (Rail #1) e, com 2 rails, Saída (Rail #2)
Sensor do rail com sinal válidoDepois de cerca de 0,5 s a VCU entra em modo de segurança (limp-home) e mostra o alerta GDI: sensor de pressão do rail em falha. Sem feed-forward, a bomba desliga.GDI - Sensor do rail 1 em falha em 0 com a chave ligada
Sensor de faseMetade dos pulsos cai fora dos lobes.Instalado antes de qualquer ajuste da bomba
VVT atuando, com Dependência de came ligadaO desvio do came pode não estar sendo publicado.Log de VVT: Posição da admissão 1 (ou do came escolhido)
Bancada marcada no railCorte de injetores do rail sem efeito; sem bancada em nenhum rail, feed-forward sem volume.Aviso na lista de diagnóstico do mapa
Alvo e ganhos preenchidosNo mapa novo vêm zerados, com a Curva de captura G(W): depois da partida o duty fica em 0.Passo 4 de Comissionamento e acerto passo a passo

#FT700 e FT470

A função existe nas duas VCUs, com as mesmas telas e os mesmos campos.

Na FT470 as 20 saídas são Flex IO: cada pino é saída ou entrada.

O pino da bomba tem de estar como saída. O botão Mudar para Entrada troca o pino para entrada: não o use no pino da bomba.

Um pino usado como saída da bomba não pode ser também a entrada do sensor do rail.

Num mapa novo de FT470 o datalogger não grava os canais da bomba nem Pressão de DI1 e Pressão de DI2. Veja Lendo o log.

#Lista de conferência antes da primeira partida

  1. Sensor de fase instalado; Sincronia do motor em 1 com o motor girando no arranque.
  2. Alinhamento do primeiro dente conferido com lâmpada estroboscópica.
  3. Escolha elétrica da saída conferida nos manuais; Saída (Rail #1) atribuída (e Saída (Rail #2) com 2 rails).
  4. Comportamento da saída escolhido conforme a válvula.
  5. Mapa gravado e VCU reiniciada depois de mudar saída, comportamento, sensor ou número de rails.
  6. Sensor de referência certo para cada rail; entrada configurada em Sensores e Calibração > Pressão de DI.
  7. Último ponto da tabela do sensor (Tabela linear ou Sensor predefinido) igual ao fim da escala do sensor instalado; sinal entre 0,05 V e 4,95 V em toda a faixa.
  8. Chave ligada, motor parado: leitura estável na pressão de linha e GDI - Sensor do rail 1 em falha em 0.
  9. Alvo máximo, Guard 1: nível de entrada, Guard 2: nível do latch e Guard 2: nível de soltura (histerese) abaixo do fundo de escala, a soltura abaixo do latch, todos na base da leitura do sensor.
  10. Só bancadas de injeção direta marcadas, nenhuma nos dois rails; Pressão nominal dos injetores da bancada A (e B, C) ajustada.
  11. Sem VVT, Dependência de came em None. Com VVT, o desvio do came logado e conferido.
  12. Com o corte por baixa pressão ligado, o Limite de pressão para corte de injetores mais 2 bar fica abaixo da pressão que a bomba alcança no arranque, da menor pressão de funcionamento e do menor alvo. Veja Partida e proteções.
  13. Antes de o motor rodar além da partida: alvo provisório e ganhos iniciais digitados (o mapa novo vem zerado); a Curva de captura G(W) pode começar zerada. Veja Comissionamento e acerto passo a passo.
  14. Função ligada e lista de diagnóstico do mapa sem erro nem aviso da bomba.
  15. Canais da bomba gravando no datalogger (na FT470, marque Gravar).